Cinco passaram de risco médio para alto.

Administração divulgou mudanças nos critérios de avaliação.

Mapa preliminar da 13ª rodada do distanciamento controlado Reprodução/Governo do RS Doze regiões do estado estão em bandeira vermelha no mapa preliminar do modelo de distanciamento, divulgado nesta sexta-feira (31), do governo do Rio Grande do Sul.

Destas, cinco estavam em bandeira laranja (risco médio) e passaram para a vermelha.

As demais já estavam enquadradas como risco alto.

O número é um pouco menor do que o classificado na semana passada, quando 14 regiões foram colocadas na bandeira vermelha no mapa preliminar.

Após recursos, oito municípios precisaram aplicar os protocolos correspondente ao nível alto de contaminação.

Entenda os protocolos do distanciamento controlado Os municípios têm até domingo (2) para recorrer os dados divulgados pelo governo.

Na segunda (3) será divulgado o mapa definitivo, que passa a valer, por uma semana, a partir de terça (4). São 340 municípios enquadrados como de alto risco.

Destes, 170 podem adotar os protocolos estabelecidos para regiões de risco médio, já que nos últimos 14 dias não registraram internações e mortes decorrentes do coronavírus. As cinco regiões que passaram de risco médio para alto são: Santo Ângelo, Santa Rosa, Pelotas, Bagé e Lajeado.

Além disso, sete permanecem em bandeira laranja, e Capão da Canoa passou de risco alto para médio.

Veja abaixo as classificações das regiões Mudança nos critérios A coordenadora do Comitê de Dados, Leany Lemos, divulgou mudanças nos pontos de corte de sete indicadores: três que medem a velocidade de avanço da doença, dois que monitoram a incidência - hospitalizações e óbitos - e outros dois de capacidade instalada - leitos livres/leitos Covid. Os indicadores que medem a velocidade do avanço da doença passaram a ser mais rígidos.

As regiões que tiveram um aumento de 25% nas hospitalizações serão enquadradas na bandeira preta neste indicador.

Até então, era necessário um aumento de 50%. "Se por um lado no começo da pandemia, uma variação de 40% a 50% era aceitável, porque tínhamos números baixos, hoje não podemos aceitar um crescimentos tão grande.

Se tivermos variações grandes, os leitos podem se esgotar rapidamente.

Nos indicadores de velocidade tornamos o ponto de corte mais rígido", explicou o pesquisador do Departamento de Economia e Estatística (DEE), Pedro Zuanazzi. Por outro lado, foi flexibilizado o indicador que mede a relação de leitos livres por leitos ocupados por pacientes de coronavírus. Até então o modelo vigente exigia que tivesse mais de 2,35 leitos livres para cada leito ocupado por pessoas com coronavírus para o indicador passar para bandeira vermelha.

Com a mudança, para receber essa classificação, é necessário mais de 1,5 leito livre para cada leito ocupado por pacientes Covid. "Esse momento atual precisa ser rígido nos indicadores de velocidade (de contágio do vírus), mas pode ser mais flexível nos indicadores da capacidade de atendimento", disse Zuanazzi. Na quinta (30) o governo já havia anunciado que a partir de agora passa a considerar o critério de residência dos pacientes internados em leitos de UTI de macrocregião.

Regiões que apresentam piora: LARANJA > VERMELHA Bagé Lajeado Pelotas Santa Rosa Santo Ângelo Regiões que permanecem iguais: VERMELHA Novo Hamburgo Canoas Porto Alegre Taquara Palmeira das Missões Passo Fundo Caxias do Sul LARANJA Cachoeira do Sul Cruz Alta Erechim Ijuí Santa Maria Santa Cruz do Sul Uruguaiana Região que apresentou melhora: LARANJA Capão da Canoa